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DIROFILARIOSE

O QUE É A DIROFILARIOSE?

A dirofilariose é uma doença parasitária, que ocorre em cães e em gatos. O parasita Dirofilaria immitis é transmitido por várias espécies de mosquitos, que infectam os animais de companhia através da mordedura. Depois de inoculado no animal, o parasita na sua forma larvar L3 entra no organismo, passa por diversas transformações e migra para as artérias pulmonares periféricas. No pulmão tornam-se parasitas adultos, e as fêmeas grávidas iniciam a libertação de microfilárias para a circulação sanguínea.

 

QUAIS SÃO OS SINAIS CLÍNICOS?

Os sinais clínicos da dirofilariose estão diretamente associados à gravidade da doença:

  • Grau 1 (leve) - Geralmente não apresentam sinais clínicos.
  • Grau 2 (moderado) – Nesta fase existe algum grau de dilatação ventricular direita e arterial pulmonar, mas os sinais clínicos, tosse e cansaço, são moderados.
  • Grau 3 (grave) - O quadro clinico é caracterizado por perda de condição corporal, fadiga, tosse, dispneia e algum grau de falência ventricular direita.
  • Grau 4 (muito grave) - Os animais apresentam graves complicações pulmonares e insuficiência cardíaca congestiva direita. Estes animais apresentam grandes cargas parasitárias. Os parasitas adultos migram da artéria pulmonar e ventrículo direito para o átrio direito e veia cava caudal. Podem apresentar letargia, fraqueza severa e colapso agudo.

 

COMO DIAGNOSTICAR?

O diagnóstico da dirofilariose é realizado, essencialmente, através de testes sorológicos que detectam antigénios dos parasitas adultos. Atualmente, existem diversos kits comerciais que permitem a realização destes testes na clinica através de uma amostra de sangue do animal.

 

QUE TIPO DE TRATAMENTO É REALIZADO?

A melarsomina é o fármaco de eleição no tratamento adulticida da dirofilariose, e de acordo com o grau da doença, a dose e número de aplicações do medicamento variam. Na maioria dos casos, o animal deve fazer repouso durante o tratamento pelo que, geralmente, a hospitalização é recomendada. São várias as complicações que podem surgir durante e após o tratamento, sendo o tromboembolismo pulmonar a mais grave.

 

QUE MEDIDAS DE PREVENÇÃO EXISTEM?

A administração de uma dose mensal de antiparasitário (ivermectina, milbemicina ou selamectina) permite a destruição das formas larvares, impedindo que se tornem adultos e que a doença se desenvolva. Alternativamente, a administração anual de moxidectina por via subcutânea promove uma prevenção igualmente eficaz.