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Leishmaniose

AS PERGUNTAS mais frequentes sobre a LEISHMANIOSE !! 


1. O que é a Leishmaniose? 
É uma doença infeciosa parasitária que afeta pessoas, animais domésticos e selvagens em todo o mundo. Tanto o cão como o homem podem adquirir a leishmaniose. 
A transmissão é feita através da picada de flebótomos (insetos) infetados. 
Os cães infetados funcionam como principal hospedeiro e reservatório doméstico. 
(Os cães infetados pela leishmaniose nem sempre revelam sintomas da doença, no entanto são perigosos portadores da doença podendo infetar humanos e animais). 


Os cães infetados pela leishmaniose dividem-se em: 
- cães portadores sintomáticos, isto é, têm a doença e revelam sintomas. 
- cães portadores assintomáticos, isto é, têm a doença mas não revelam sintomas. 


A infeção no cão pode manter-se indetetável por longos períodos de tempo, podendo ir de meses até anos. 
 

As Leishmanioses Humanas podem ser classificadas em 3 formas de acordo com as manifestações clínicas que causam: Leishmaniose Cutânea , Leishmaniose Mucocutânea e Leishmaniose Visceral . 

2. Quais são os sintomas/sinais de alerta? 
 Problemas de pele (seborreia seca)
 Emagrecimento
 Dificuldade na locomoção 
 Cicatrização lenta de feridas 
 Fraqueza geral
 Apatia
 Crescimento exagerado das unhas
 Anemia
 Insuficiência renal (função renal alterada) 
 Aumento de gânglios linfáticos
 Anorexia(apetite diminuído)
 Depressão
 Febre
 Diarreia 
 Vómitos 
 Epistaxe (hemorragia nasal)
 Esplenomegalia (aumento de volume do baço)
 Poliúria (aumento de volume urinário)
 Polidipsia (sede em demasia)
 Problemas oftalmológicos: uveítes (inflamação da úvea)
 Arritmias com insuficiência cardíaca (função cardíaca alterada) 
 Insuficiência hepática (função do fígado alterada) 

Se o seu cão estiver infetado, os sintomas podem NÃO ser detetáveis de imediato. Podem levar anos ou meses a aparecer. 
Esta doença é frequentemente mortal. 


Existem MEDICAMENTOS que permitem controlar os sintomas, dar qualidade de vida ao animal, mas NÃO CURAM a doença!! E o cão será sempre portador da leishmaniose. 
Na Europa existem cerca de 2.5 milhões de cães infetados com este parasita. 
Nem todos os animais infetados desenvolvem a doença. 


3. Como é que eu posso saber se o meu cão tem ou não Leishmaniose? 
Através de análises: sangue, punção de medula óssea, punção de gânglio linfático, citologia aspirativa e biópsia de pele. 

4. Como posso proteger o meu cão da Leishmaniose? 
A prevenção é a melhor proteção! 

Aconselhamos as seguintes medidas preventivas: 
- Vacine o seu cão, está finalmente disponível a vacina contra a Leishmaniose canina. 
- Aplique pipeta e/ou coleira específica para proteção contra o flébotomos (inseto), diminuindo assim a probabilidade de ser picado. 
- Evite os passeios, sobretudo ao amanhecer e entardecer, pois corresponde ao período de maior atividade dos flébotomos (inseto) transmissores. 


5. Qual é o protocolo de vacinação da Leishmaniose? 
O programa completo de vacinação inclui três injeções administradas com 2 a 5 semanas de intervalo. Depois será necessária apenas uma revacinação anual para manter o seu cão protegido. 

6. Se não há tratamento, o que posso fazer pelo meu cão doente?

Um cão com Leishmaniose deve ser abordado em várias etapas: 


- Estabilizar o animal, principalmente quando está numa fase avançada e em mau estado geral, frequentemente devido à insuficiência renal ou a outras infeções que surgem devido à imunodepressão. 


- Controlar o parasita no organismo do cão. O tratamento da Leishmaniose, na grande maioria das vezes, não permite a eliminação da infecção, podendo o animal apresentar recidivas, passados meses ou anos. 


- A terapêutica mais utilizada para controlar a quantidade de parasitas consiste na administração diária de injecções, comprimidos e/ou de uma solução oral. 


- Após a melhoria clínica, pode ser necessário que o cão tome comprimidos e/ou solução oral durante o resto da vida. 


- Como o animal fica portador do parasita, deve fazer controlos regulares para detetar recaídas em fases precoces. Realize rastreios anuais da Leishmaniose Canina, estes permitem o diagnóstico precoce da doença e, consequentemente, um tratamento mais eficaz. 


- Aconselhamos esterilizar as cadelas, já que durante o cio as suas defesas imunitárias diminuem, o que originam recaídas. 


- Caso os donos não optem pela terapêutica, é obrigatória a eutanásia do animal. Sem o tratamento a doença é mortal e representa risco para a Saúde Pública. Esta obrigatoriedade advém do Decreto-Lei nº314/2003 de 17 de Dezembro. 


- A todos os animais doentes, ou que estejam em tratamento, aconselhamos a proteção das picadas dos insetos. Aplique sempre pipeta e/ou coleira específica para proteção contra o flébotomos (inseto), diminuindo assim a probabilidade de o animal doente ser picado e vir a infetar cães e pessoas saudáveis.